Viva-voz é mais perigoso que celular ao volante

Pesquisa afirma que comandos por voz tem maior capacidade de distrair o motorista

Sistemas de interatividade que fazem de tudo para que o motorista use as mãos exclusivamente para manusear volante e câmbio são quase uma obrigatoriedade em carros novos. A tecnologia que era presente apenas em carros de luxo aos poucos toma conta de veículos mais baratos. Exemplo disso é o Onix, primeiro modelo da Chevrolet a ganhar o dispositivo MyLink de interatividade. Mas o que veio para trazer maior segurança ao condutor está mostrando ser mais perigoso do que o uso do celular ao volante, como revela uma pesquisa gerenciada pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos.

O estudo afirma que o envio de mensagens, ligações e comandos de outras funções do carro por meio de viva-voz são distrações cognitivas e tiram o foco do motorista da rua. São deficiências chamadas pelos pesquisadores de “visão de túnel” ou cegueira de desatenção”, que fazem com que o condutor ignore algumas placas ou os espelhos retrovisores, além de perderem o tempo de reação em relação a carros ou pedestres a frente.

A conclusão foi tirada depois de uma metologia aplicada em 32 estudantes universitários. Foram implantados neles aparelhos que eram capazes de medir movimentos oculares e outros estímulos a fim de avaliar como o corpo reage quando submetido a diversas funções.

Para Robert L. Darbelnet,  CEO da American Automobile Association, instituto que encomendou a pesquisa, os dados são mais graves do que parecem. “Nós acreditamos que há uma crise de segurança pública iminente. Esperamos que este estudo vá mudar alguns conceitos errados, amplamente defendidos pelos motoristas”, afirmou.

 

Fonte: UOL CARROS