Vai para o exterior? Veja o quanto a viagem pode custar e como reduzir os gastos

SÃO PAULO – Cada vez está mais fácil – e mais barato – viajar ao exterior. Apesar das facilidades é preciso se planejar para não extrapolar nos gastos. Para quem quer sair do Brasil, mas não tem ideia de quanto sua estadia no exterior vai custar, a primeira dica é se basear pelo seguinte: 100 dólares/euros por dia.

De acordo com o gerente comercial da CI (Central de Intercâmbio), Jan Wrede, se a pessoa levar 100 dólares – ou euros, dependendo do país de destino – para gastar por dia, com itens como transporte e alimentação, ela terá uma viagem tranquila. Com esse valor é possível se locomover todos os dias, mas usando apenas o transporte público.

Europa e Estados Unidos
O gerente explica que em países da Europa e nos Estados Unidos, o transporte público atende muito bem a população. Não só dentro das cidades, como para ir de um estado a outro. Os trens também são opções interessantes para viajar entre países, e você não fica dependente apenas das companhias aéreas.

Muitos países, inclusive, oferecem cartões de metrô com validade mensal, que ajuda na economia. De acordo com Wrede, os 100 dólares/euros também vão permitir a compra de itens básicos. Ou seja, uma ou outra roupa, produtos de farmácia e algumas lembranças, mas nada muito exagerado nem caro. “Quem quer viajar para comprar eletrônico, tem que levar uma grana extra”, sugere Wrede.

Além disso, esse valor também vai cobrir sua alimentação. Mas, da mesma forma, sem exageros. Logo, nada de ir a restaurantes caros. Se o viajante tiver a possibilidade de preparar sua própria comida, também verá seus gastos reduzidos.

A acomodação
Mas, se esse montante é suficiente para sua alimentação e transporte, o que fazer em relação à acomodação? Para aqueles que pretendem ir ao exterior para realizar um curso, seja de inglês ou mesmo um MBA (Master Business Administration), a melhor saída – e a mais barata – é casa de família.

Casa de família ou residência estudantil são as opções mais comuns para quem vai com esse interesse. No primeiro caso, o gerente da CI (Central de Intercâmbio) explica que 30 dias, em média, sai por dois mil dólares. Essa modalidade também é interessante, pois você tem a oportunidade de realmente interagir com uma família nativa, o que permite um aprendizado da língua ainda mais rápido.

Vale destacar que a casa de família não é uma opção apenas dos mais jovens. Wrede explica que os interessados em cursos de MBAs, que normalmente são mais velhos, também podem ficar em casa de família. “As famílias recebem todo tipo de perfil”, diz o gerente.

Além da locomoção, alimentação e acomodação
Ainda, para os mais velhos, há opções específicas, com famílias oferecendo quartos mais privados. O interessado também pode pedir uma casa de família que não tenha crianças, por exemplo. Pois bem. Mas, o viajante tem mais itens com que se preocupar, que vão além da locomoção, alimentação e acomodação.

Os principais são: seguro saúde, as roupas e os roteiros das viagens. Se você ficar doente nos Estados Unidos ou na Europa e não tiver nenhum seguro que cubra sua visita ao médico, o preço da viagem vai sair muito caro. Um seguro saúde para uma viagem internacional custa em média 200 a 300 dólares, e é “absolutamente recomendável”, segundo Wrede. Imagine ter uma boa dor de dente a milhares de quilômetros de distância da sua casa.

É importante também considerar um seguro bagagem, para casos de roubo e perda. Já a questão das roupas vai depender muito do destino. Se você vai para um país muito frio, prefira comprar casacos pesados no próprio destino.

A lógica é bem simples. No Brasil, como não temos temperaturas tão baixas, os casacos – específicos para neve, por exemplo – são muito caros. Muitos itens exclusivos para o frio intenso são vendidos em lojas específicas e custam pequenas fortunas. Como lá fora a temperatura abaixo de zero é extremamente comum, as roupas vão ser mais baratas.

Para ter uma ideia de quanto você vai gastar com itens de vestuários e qualquer outro item, use a internet. Faça uma pesquisa em sites de lojas internacionais. A Macys, o Wal-Mart e o Bed Bath and Beyond são algumas das opções.

Roteiros e os pagamentos
Por fim, é preciso fazer o planejamento financeiro das viagens que pretende fazer no país de destino, bem como detalhar bastante o roteiro. O gerente da CI sugere que se faça o roteiro com bastante antecedência, e, se possível, reserve tudo aqui do Brasil, como hotéis e passagens aéreas. O pagamento antecipado traz muitas vantagens.

O último conselho é quanto às formas de pagamento. Se não quiser gastar muito, prefira carregar dinheiro a cartão. É interessante levar cartão de crédito para emergências, mas não para o dia a dia. Quando as pessoas têm que administrar o dinheiro em cédulas, elas tendem a ser mais cautelosas e gastar menos.

Portanto, pague suas compras à vista, no dinheiro e mantenha o cartão apenas como segundo opção, ou opção de para casos de emergência.

 

Por: Viviam Klanfer Nunes

Fonte: Infomoney