Trafegar em congestionamento merece cuidados

De Terra Brasil

Cada vez mais intenso e caótico, o trânsito dos grandes centros urbanos brasileiros, além de causar estresse e cansaço aos motoristas, pode acabar afetando o seu automóvel. Se você transita muito em locais engarrafados, o período de revisão é diferente. O desgaste provocado pelo congestionamento é maior do que o desgaste de um veículo que roda em locais menos agressivos.

 

Durante o deslocamento, o motorista utiliza diversos componentes do automóvel que, se não verificados, podem gerar anormalidades. O sistema de freios deve sempre estar em ordem para garantir a segurança do motorista. “Devido às constantes frenagens, utilizamos esse item muito mais que os outros componentes”, afirma Leandro Vanni, engenheiro de serviços da DPaschoal.

 

O sistema de freios deve ser revisado periodicamente. O fluído de freio deve ser substituído a cada 10 mil quilômetros ou um ano. Porém, antes da troca total, deve ser feita uma avaliação para verificar se a substituição é realmente necessária. “Deve ser detectada também a presença de água no fluído, que causa a impressão de pedal borrachudo e oxidação prematura dos componentes do sistema”, diz Vanni.

 

Pneus

 

O jogo de pneus também sofre com os trancos dos engarrafamentos. “Os pneus que rodam predominantemente dentro da cidade apresentam menor vida útil do que os de veículos que transitam em estradas. Essa redução ocorre pelo constante “arranca e para” e também pela maior quantidade de curvas nos trajetos urbanos”, concluiu o especialista.

 

Outro componente que necessita de atenção é o óleo. As montadoras determinam com quantos quilômetros deve ser efetuada a troca. Geralmente essa faixa fica em 10 mil quilômetros ou seis meses. Elas advertem que veículos que rodam em situações “severas”, como os congestionamentos, precisam antecipar o prazo. Isso acontece porque se o carro fica muitas horas em funcionamento, mesmo rodando poucos quilômetros, o motor sofre igual. O óleo velho no carro pode acelerar o desgaste das peças internas do motor.

 

Fonte: Portal do Trânsito