Sistemas e equipamentos que ajudam a dirigir

É fato que a eletrônica está revolucionando várias áreas e uma das mais beneficiadas é a automobilística. Cada vez mais os carros estão se transformando em computadores móveis, capazes de nos informar e até mesmo tomar atitudes por conta própria.

Carlos Ghosn, o presidente mundial da Renault e da Nissan, profetizou que “no futuro não teremos carros sem motorista e sim, motoristas que farão muitas coisas menos dirigir”. O executivo parece estar certo já que as últimas novidades da indústria tem se concentrado em sistemas que fazem parte do nosso trabalho. Claro que os automóveis ainda não obedecem a um comando de voz do tipo “por favor, dirija-se à avenida Paulista número 1300”, mas alguns modelos já andam tirando uma boa carga do nosso trabalho. Veja a seguir alguns deles.

Esqueça de olhar o retrovisor
Um dos mais comuns erros de motoristas no trânsito é não olhar direito pelo retrovisor antes de mudar de faixa. Para os donos de um Volvo ou de um Ford, isso pode não ser um problema. Eles utilizam um recurso chamado de Blis, que significa algo sensor de ponto cego. Caso você dê seta para essa direção e houver um veículo em posição perigosa uma luz amarela se acenderá no canto do retrovisor.
Para os desatentos também há outro sistema interessante presente no novo Fusion Titanium, por exemplo. Batizado de Lane Keeping System, ou sistema de permanência em faixa, ele consegue “enxergar” as faixas de rolamento na estrada e, caso, você desvie delas será alertado por uma vibração no volante.

Distância constante
Que tal seu o seu carro mantivesse a distância para o veículo da frente automaticamente? Parece ficção mas é real. Chama-se ACC, ou Controle de Cruzeiro Adaptativo, e ele é capaz de frear ou acelerar o automóvel dependendo da distância que o motorista regula no painel. Em alguns modelos, ele é capaz até de frear o veículo de forma autônoma para evitar um acidente.

Liga-desliga no trânsito
Está parado num congestionamento ou no para-e-anda do trânsito? Há veículos que hoje desligam o motor nessas condições e o religam assim que você põe o pé no acelerador. Além de economizar combustível, o sistema “Start/Stop” também reduz as emissões de poluentes.

Hora do cafezinho
Você já está viajando sozinho há bastante tempo e o sono começa a pesar. Se estiver num Mercedes-Benz, ele lhe aconselhará a dar uma paradinha para um café. Inteligência aritificial? Não, o sistema Attention Assist que usa uma conjunção de fatores para determinar se um motorista está num estado “sonado” cujo risco de acidente é grande. O sistema da marca alemã primeiro registra seu padrão de direção e depois monitora se você está, por exemplo, movendo o volante com frequência acima do normal, sinal de sonolência. Uma ajuda e tanto.

Piloto de videogame
Carros de luxo hoje em dia transformam seus motoristas em pilotos e muitos nem percebem isso. Graças ao aumento da potência, alguns automóveis são praticamente inguiáveis sem recursos eletrônicos. Para tirar o melhor deles, existem equipamentos como o ESP e o ASR, controles de estabilidade e tração, respectivamente. Sua função é equilibrar a condução do veículo seja cortando potência ou tração em certas rodas. Para quem está dirigindo, a impressão é qualquer curva é possível de ser feita desde que não ultrapasse os limites do carro.

Baliza nota 10
Eis uma das maiores dores de cabeça de quem tem carro: estacioná-lo nas raras vagas existentes nas cidades. Parte do problema foi resolvida por certas marcas com o sistema comumente chamado de “Park Assist”, ou assistente de estacionamento. Modelos como o DS4, da Citroën, medem o tamanho de uma vaga e dão o “ok” se o carro cabe nesse espaço, mas há sistemas mais sofisticados como o usado pela Volkswagen nos seus importados que manobra o veículo sozinho seja em vagas paralelas ou a 45º. Resta ao motorista acelerar e frear. Por enquanto.

 

Fonte: Portal do Trânsito