Quanto custa manter um carro?

Uma reportagem do portal MotorDream lança mais algumas questões sobre a reportagem “Ter um carro próprio ou alugar?“, aqui publicada no dia 17 de janeiro. No texto abaixo, é lembrado que ao contrário de uma casa, o automóvel não oferece retorno financeiro a longo prazo. O que descarta a possibilidade de compra de carro como um investimento. Depois, a matéria apresenta passo-a-passo os custos: seguro, combustível, manutenção e depreciação. Confira.

 

Quanto custa manter um carro?

Por Túlio Moreira, do MotorDream

Dominados pela ansiedade de comprar um carro, muitos consumidores acabam adquirindo um veículo sem ponderar os gastos decorrentes da manutenção do bem. Ao contrário de uma casa, o automóvel não oferece retorno financeiro a longo prazo, já que sua desvalorização começa imediatamente após a compra. Além disso, será preciso gastar com revisões, reparos e combustível. A vantagem – que compensa todos os aspectos negativos – é ter mais comodidade e rapidez na hora de se deslocar, além, claro, do prazer em dirigir.

Com algumas dicas, no entanto, é possível minimizar os custos e usufruir apenas dos benefícios de ter um carro. Se você faz parte dos cerca de 40% de consumidores brasileiros que optam por pagar à vista, pode sair ganhando logo no momento de aquisição do veículo. É possível negociar com a concessionária e obter um bom desconto. Isso se o comprador estiver disposto a pechinchar muito. O ideal é apresentar uma proposta que seja benéfica ao bolso e insistir com o vendedor. Se a loja se recusar a flexibilizar o preço, é hora de partir para a concorrência.

Para quem compra o carro por meio de financiamento ou consórcio, a dica é prestar bastante atenção em todas as condições do acordo. As taxas que serão praticadas mensalmente e os juros que incidirão caso o pagamento seja atrasado. Além disso, é preciso saber qual será o valor final do veículo financiado, já que, a longo prazo, o consumidor irá pagar muito mais por aquele carro do que se conseguissem adquiri-lo à vista.

Mas os gastos estão longe de acabar. Depois é a hora de negociar o seguro. Vale a pena pesquisar quais modelos e marcas têm as apólices mais baratas e também questionar quais situações serão amparadas pela seguradora. As tarifas de seguro também dependem do local onde o cliente vive, do segmento a que pertence o carro e até mesmo do perfil do condutor – históricos repletos de acidentes costumam encarecer a conta final.

O passo seguinte é o consumo de combustível. Além de descobrir os dados de consumo do modelo em voga, é necessário ter uma ideia de quantos quilômetros diários você irá percorrer. Assim, será possível ter uma noção aproximada dos gastos mensais com combustível, que também dependerão da variação de preços dos combustíveis. Para quem compra um flex, é preciso prestar atenção em um detalhe: o etanol só é vantajoso se custar até 70% do preço da gasolina, pois os dois combustíveis oferecem desempenho e médias diferentes.

O motorista que acaba de adquirir um automóvel logo descobre também que terá que gastar uma quantia significativa de dinheiro para manter a sua aquisição em condições ideais de rodagem. Na verdade, é algo que deve ser observado antes mesmo da compra: os custos e as condições de revisões divulgados pela rede de distribuidores de cada marca. A dica é seguir o que está indicado no manual do proprietário e respeitar os prazos estipulados entre cada revisão. Pode sair caro, mas com certeza será mais barato do que arcar com o prejuízo de não deixar o carro em dia com o mecânico.

Um detalhe importante que deve ser conferido por quem planeja comprar um carro usado é observar as condições de rodagem do veículo, já que problemas ocultos podem aparecer apenas depois de acertar o pagamento. Também é recomendável cobrar do proprietário anterior os comprovantes de que todas as revisões do automóvel foram feitas no tempo certo, o que influencia para a manutenção da garantia original de fábrica.

Por fim, é necessário ter conhecimento sobre o índice de depreciação de cada modelo. Isso é fundamental para ter uma noção sobre a desvalorização que seu investimento irá sofrer nos próximos anos. A partir do momento em que o carro é retirado da concessionária, já começa a perder valor. Mas alguns fatores influenciam para que o nível de desvalorização seja maior ou menor, como o posicionamento da marca no mercado e a perspectiva de lançamento de novas versões. Depois de seguir à risca todas essas dicas, é hora de levar o carro para rua e curtir os prazeres de se ter um automóvel. (Colaborou: AutoCosmos.com/México).