Pese prós e contras ao escolher o destino de sua próxima viagem

Por Silvio Cioffi e Marina Della Valle, do Jornal Folha de S. Paulo

Na anedota, o maior ladrão de bancos acaba preso e, entrevistado por psicólogos, responde por que rouba bancos: “Porque é lá que o dinheiro está!”.

A analogia com o turismo é direta, pois turistas podem ser presas fáceis -vulneráveis, obviamente estrangeiros, carregando valores, muitas vezes com pouca afinidade com os costumes locais.

É claro que existem, entre os quase 200 países do mundo, locais mais e menos seguros. Há os que fazem restrições de natureza étnico-religiosa ou têm pouca tolerância com opções sexuais. Em alguns, há mais violência urbana; já outros estão sujeitos a crises políticas, catástrofes climáticas e epidemias.

E, sempre, há destinos que se abrem para os viajantes, caso de Mianmar, mais recentemente, e da China, e outros que se fecham, como a Líbia. E mesmo outros em que, a despeito até de rebeliões populares, há um consenso de que o turismo, como atividade estratégica na geração de divisas, deve ser protegido -o Egito é um exemplo.

Entre os países mais poderosos do mundo, a França e os EUA também enxergam a indústria turística como prioritária. O primeiro não exige visto de entrada do turista brasileiro; já o segundo exige, mas anunciou recentemente que tem intenção de facilitar a admissão de turistas vindos do Brasil.

Descubra no infográfico abaixo quais são os países mais e menos amigáveis e confira sites para verificar condições de visitação e problemas que podem atrapalhar sua viagem. Exemplos são a página do Departamento de Estado dos EUA (travel.state.gov ), que publica alertas sobre problemas, e a da Organização Mundial da Saúde (www.who.int/topics/travel/en ), que elenca riscos de saúde em diversos países.

Apesar dos prós e contras, sempre é bom lembrar que cada experiência é única, e que cada destino tem suas especificidades que devem ser analisadas.