Má postura no trânsito pode causar dor nas costas

A dor nas costas é uma das queixas mais comuns dos brasileiros – segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), por conta do estilo de vida da população, 80% das pessoas tem, teve ou terá dor nas costas em algum momento da vida. Em uma enquete entre os leitores do site do Bem Estar, esse número foi ainda maior: 95% disseram que sentem dores nas costas.

Um dos fatores que pode causar esse problema é o jeito de dirigir, andar de moto ou até mesmo de ônibus, como alertou o ortopedista e cirurgião Raphael Pratali no Bem Estar desta terça-feira (16). Segundo o médico, o impacto dentro do veículo acontece principalmente por causa das ruas esburacadas, recapeadas e irregulares. Isso porque, durante o trajeto, a vibração do carro provoca impactos repetitivos na coluna. Por causa disso, o disco que fica entre as vértebras vai se desgastando e perdendo sua capacidade de amortecimento, o que provoca a dor.

O problema pode ser ainda maior para pessoas os motociclistas, que não têm onde apoiar a coluna.
Nesse caso, é preciso uma atenção maior e a consciência de que a coluna deve ser protegida com exercícios físicos, alongamento e reeducação postural. A dica do médico é que, ao dirigir uma moto, a pessoa estique mais os braços para que as costas fiquem mais retas, perpendiculares ao banco – nunca ela deve ficar com a cabeça próxima do guidão e com as costas curvadas.

Já dentro do carro, existem algumas medidas simples que podem proteger a coluna de lesões e até mesmo evitar traumas em caso de acidentes. A dica principal é que o motorista sempre recue o bumbum até ele encostar no banco, para a coluna ficar reta. Além disso, o encosto de cabeça deve estar mais ou alto ou na mesma altura da cabeça, para que ela possa ser apoiada por completo – caso o encosto esteja muito baixo, no caso de uma batida, a cabeça pode ser arremessada para trás e o pescoço pode se chocar contra o encosto, o que pode causar fraturas cervicais e lesões da medula, aumentando o risco do motorista ou passageiro ficar tetraplégicos.

O cinto de segurança também deve ser bem colocado, apoiado no ombro e não em volta do pescoço – para evitar enforcamento e fraturas caso haja um acidente. Em relação às pernas, é importante que elas estejam a uma distância considerável dos pedais para que os joelhos permaneçam sempre dobrados, posição mais segura em caso de batidas. No caso do ônibus, o passageiro deve segurar sempre a barra na altura do ombro para evitar que o corpo fique desajustado.

No entanto, é preciso saber que os cuidados com a postura não devem ser tomados apenas no carro, moto ou ônibus, mas em todos os momentos da vida, como por exemplo, na hora de dormir. Nesse caso, o travesseiro é um grande amigo para evitar dor nas costas – a dica é que ele não seja muito fino nem muito macio para não alterar a curvatura da coluna. O ideal é que o travesseiro seja da altura entre a cabeça e o ombro para que o sono seja melhor e, dessa maneira, a coluna tenha mais tempo para “descansar”.

A pediatra Ana Escobar alertou também para o uso de calçados. O ponto positivo foi para o tênis que, segundo a médica, é o melhor sapato para a saúde da coluna por causa da sua capacidade de amortecimento.

Por outro lado, o ponto negativo vai para os sapatos com salto alto – de acordo com o ortopedista Raphael Pratali, para ser seguro, o calçado deve ter no máximo 4 centímetros de altura; caso contrário, a mulher pode sobrecarregar a coluna.

Outra dica importante é o uso de um caixote para quem faz uma atividade em pé por muito tempo, como lavar louça, passar roupa ou também cozinhar. Com o caixote, a pessoa pode apoiar um dos pés e ir alternando para prevenir dores e aumentar a capacidade que ela tem de ficar naquela mesma posição.

 

Fonte: Portal do Trânsito