Dólar em alta: Dicas para reduzir os prejuízos em viagens internacionais

O Dólar disparou nas últimas semanas e está assustando muitos viajantes. Quem tem viagem internacional planejada vê a perspectiva de gastos aumentar dia a dia junto com os indicadores da moeda americana e bate aquela sensação de impotência. O que fazer nesse caso? Desistir da viagem? Mudar o roteiro? Correr para agora mesmo para a casa de câmbio para comprar o máximo de dólares que puder?

Nesta edição especial do Manual dos Melhores Viajantes vamos tentar jogar uma luz sobre estas questões, além de reunir dicas de nossos leitores para driblar as surpresas do câmbio, afinal, por maior que seja, esta não é a primeira nem será a última subida do dólar! Vamos às dicas!

 

Planejando a viagem

Vale a pena cancelar a viagem?

Sinceramente? Não! A menos que você esteja em uma situação financeira delicada ou se já estava em dúvida se queria mesmo viajar e não reservou nada ainda. É muito frustrante planejar um roteiro, pesquisar, ler, sonhar e jogar tudo pelo ralo devido à cotação do dólar ou outro fator contornável. Vale mais a pena alterar alguns pontos na viagem e tomar alguns cuidados para economizar do que adiar as férias. Caso já tenha reservado passagens ou hotéis confira o custo de desmarcar ou alterar as datas, que podem ser altos.

Vale a pena encurtar a viagem?

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Reduzir o número de dias tem um impacto imediato no planejamento da viagem, com menos diárias de hotel, menos refeições, transporte, passeios, etc. No entanto, antes de sair riscando as datas de suas férias, vale a pena avaliar o impacto real dessa economia no gasto total da viagem. Isso porque dois dos maiores gastos não são afetados: as passagens aéreas e as compras de viagem. Muitas vezes a economia gerada é tão pequena que realmente não compensa cortar seu roteiro, a menos que ele já tenha atrações demais, sobre as quais você não tenha certeza se vale a pena a visita.

Vale a pena mudar o destino?

Pode ser uma boa ideia, desde que a mudança não seja motivada apenas pelo dólar. Se você tem vontade de conhecer ou revisitar algum dos muitos destinos na América do Sul vale a pena comparar a média de preços, pois eles tendem a ficar mais baratos. Alguns países próximos, porém, têm a economia bastante atrelada ao dólar, por isso é preciso pesquisar antes de definir o novo destino.

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É melhor optar por uma viagem nacional?

Pode ser, mas nem sempre. Ao optar por uma viagem nacional você evita os problemas com câmbio nas compras e hospedagens, mas ainda estará sujeito à pressão do dólar sobre as passagens domésticas, que andam bem caras. Além disso, a desvalorização do real deve trazer de volta os turistas estrangeiros que tinham desaparecido do nordeste.

É hora de comprar dólares para a viagem?

De uma maneira geral, os economistas recomendam comprar os dólares ou euros para a viagem aos poucos, evitando as maiores altas. Uma boa dica é ficar atento às projeções de fechamento no ano. Por exemplo, a maioria avalia que a cotação deve ficar em R$ 2,50. Com base nisso é possível ter uma ideia se a tendência é de alta ou baixa na moeda. Aproveite também os dias de baixa devido à ação do Banco Central.

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Cartões de viagens pré-pagos valem a pena?

Os cartões de viagem pré-pagos vêm batendo sucessivos recordes de emissões no Brasil nesse ano. Isso porque eles são uma forma simples e barata de substituir o cartão de crédito, evitando o IOF de 6,38% (cobram 0,38%) e a variação de câmbio entre a compra e a fatura. Além disso, o limite do cartão facilita o controle dos gastos, a aceitação é boa e é bem fácil recarregá-lo. Mas nunca use esses cartões para viajar por países que não usam a mesma moeda do cartão (geralmente dólares, euros, libras ou pesos argentinos), já que via de regra você terá que comprar na moeda do cartão e será feita uma nova conversão para a moeda do país que está visitando – um péssimo negócio! Fora isso, nunca tenha o cartão como única forma de pagamento, pois ele não é aceito em todos os lugares.Veja mais em nosso post especial sobre como levar dinheiro em uma viagem ao exterior.

Observe as promoções!

Soa redundante falar de promoções para leitores do Melhores Destinos, mas na época de variação cambial elevada é mais importante do que nunca prestar atenção nas promoções das companhias aéreas e redes de hotéis. No geral, já observamos um movimento de baixa dos preços em dólares para tentar compensar o câmbio. Um exemplo são as passagens de São Paulo e Rio a Miami que estão em média por 600 dólares na GOL e na Copa há algumas semanas. Na época do câmbio a R$ 1,80 essas passagens estariam a R$ 1.080!

Durante a viagem

Cuidado com o cartão de crédito

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Sim, ele é a forma mais simples, fácil, prática e segura de pagar suas contas no exterior, E ainda rende pontos e milhas. Mas é bom lembrar que ao fazer uma compra com o cartão no exterior, você fica sujeito à variação do dólar até a data de fechamento da fatura. Com o quadro de alta, isso pode significar um prejuízo considerável. Além disso, quando você compra em países que não usam dólar as operadoras costumam fazer a conversão para a moeda norte-americana, o que é mau negócio. Por fim, há o bendito IOF de 6,38% sobre compras com cartão no exterior.Não custa perguntar: se o governo aumentou esse IOF para frear os gastos no exterior pela baixa do dólar, não seria o caso de derrubar essa taxa agora?

Use o cartão de débito

Os cartões de débito são uma forma simples, prática e segura de fazer compras no exterior. Assim como no Brasil, a compra é debitada imediatamente da sua conta e você paga a cotação do dia, sem variações, mas há o IOF é de 6,38%. Para fazer uso é necessário avisar seu banco no Brasil antes da viagem. De acordo com as dicas de nossos leitores, é necessário deixar claro ao comerciante que você deseja a função débito, ou se preferir solicitar ao banco o bloqueio da função de crédito do cartão ou ainda solicitar um cartão separado, apenas de débito, para evitar contratempos durante a viagem. Leia mais sobre o uso do cartão de débito no exterior aqui.

Saque nos caixas eletrônicos

Outra dica importante para economizar é fazer saques no país que visita em algum caixa eletrônico  (ATM). Além da praticidade, costuma ter taxas de câmbio melhores que as dos cartões de crédito e casas de câmbio.Há ainda a vantagem de se conseguir a moeda local, já que a maioria das casas no Brasil trabalham apenas com dólares, euros e pesos argentinos, obrigando novas trocas – sempre desvantajosas – ao longo do caminho. Avise seu banco antes da viagem e informe-se sobre quais correspondentes você poderá usar no exterior. Além disso fique atento ao IOF de 6,38% e às taxas, que podem ser cobradas por saque.

Reduza as compras

Nós brasileiros adoramos viajar e adoramos fazer compras durante a viagem. Alguns pelos preços formidáveis que encontramos em países com uma carga tributária mais racional que a nossa. Outros pelo fetiche das grifes internacionais. Não importa o motivo: as compras são parte importante da viagem. Para reduzir os gastos com a alta do dólar, contudo, é recomendável reduzir as compras. Na verdade, a tendência é que isso ocorra de forma natural, já que tudo fica mais caro, mas é bom ter isso em mente ao visitar lojas, outlets e free shops e procurar fazer a conversão em reais antes de ir para o caixa.

Economize em hospedagem e transporte

Não há como economizar de verdade sem atacar esses dois itens. Será que você precisa mesmo ficar no hotel x só porque alguém indicou ou porque você gostou de lá na última viagem, há dez anos? Será que vale mesmo a pena esticar a viagem até a cidade tal para ver alguma coisa que você nem sabia que existia, só porque está perto? Já pensou em alugar um apartamento? A cidade oferece algum passe de transporte público? Deslocamentos e hospedagem são partes importantes do orçamento de sua viagem e você pode facilmente compensar parte dos prejuízos com o dólar.

Preste atenção aos pequenos gastos

Pilhas de moedas

Um dólar aqui, outro ali e no final da viagem lá se foram muitos! A questão não se tornar um mão-de-vaca – para isso é melhor ficar em casa – mas vale a pena atentar aos pequenos gastos que fazem a diferença. Evitar refeições no hotel ou bebidas do frigobar, procurar o restaurante antes de ter fome e não comer próximo a áreas turísticas, pesquisar ingressos mais baratos ou gratuitos, usar o transporte coletivo ou caminhar em vez de pegar o táxi são algumas dicas simples, mas eficientes. Ter isso em mente pode ser tão ou mais importante que cortar valiosos dias de viagem de seu roteiro!

Essas são apenas algumas dicas e ideias para a sua viagem e queremos saber também das suas, afinal o Manual dos Melhores Viajantes é feito sempre com a participação dos leitores!

 

Fonte: Melhores Destinos