Dirigindo um e-smart pela Black Forest, na Alemanha

O grupo reunido na frente dos graciosos e não poluentes e-smarts
No último dia do pré-tour da viagem Braztoa de Sustentabilidade, os operadores foram convidados a fazer o próprio sistema de transfer, pilotando e-smarts (carros movidos a energia elétrica) até a primeira atração do dia e, em seguida, até o almoço. Antes da saída, um site inspection no Hotel Vierjahreszeiten am Schluchsee expôs o cuidado e os retornos da empresa com a sustentabilidade do empreendimento. A energia solar que é captada pelo equipamento instalado em 2012 corresponde a 1/3 da que é consumida pelo hotel – o total poderia alimentar 40 casas. A ação sustentável custou 220 mil euros e economiza 23 mil euros por ano, o que trará lucro monetário a partir de 10 anos e, desde já, inestimável retorno para o meio ambiente. Além da energia solar o hotel ainda recicla o lixo orgânico, transformando-o em biogás.

Em cinco carros, dirigimos 20 quilômetros até a Casa da Natureza, na Floresta Negra, para conhecer o ambiente. A estrada é tranquila, apenas duas mãos, e o visual é deslumbrante: ribanceiras de pinheiros que hipnotizam o olhar, adornadas por nuvens espessas que liberaram algumas gotas de uma chuva que ensaiava sua aparição. Um perfeito cenário de inverno, não estivéssemos na primavera.

Na chegada, fomos apresentados ao cartão da Black Forest, que tem mais de 300 hotéis como parceiros e 80 atrações. Para ter o direito a um, o visitante deve se hospedar por duas ou mais noites em um dos hotéis associados. Assim, passa a poder dirigir um e-smart de graça e acessar atrações também gratuitamente. O cartão é administrado de maneira privada, e cada hotel destina 5 euros por noite de clientes para o fundo do cartão, dinheiro que contribuí com o pagamento das atrações e aluguel do e-smart. Hoje, a frota é de 15 e-smarts, mas no verão serão 25 carros, sendo estes 10 novos também elétricos, mas com quatro assentos – o atual tem apenas dois.

O tour na Casa da Natureza foi guiado por Michael, que arranhou um português de Portugal e explicou a origem do nome da área: os romanos nomearam a floresta assim porque ela realmente era escura, com árvores tão juntas que suas copas tapavam a luz para quem desbravava a floresta por baixo. Vista de fora, o nome continua fazendo sentido; apesar de belíssima, a floresta negra realmente aparenta ter ambientes muito escuros em plena luz do dia.

O Portal PANROTAS viaja a convite da Braztoa e do Turismo da Alemanha, com proteção GTA​