Carro elétrico levará pelo menos cinco anos para se popularizar no país

Por Felipe Nóbrega, de São Paulo.

 

Os carros elétricos devem ser assunto na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece entre os dias 13 e 22 de junho na capital fluminense.

Já comercializados em mercados maduros, os automóveis “verdes” ainda são ignorados no Brasil. Não há uma categoria tributária específica para enquadrá-los.

A tabela de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), por exemplo, prevê a venda de veículos para se deslocar sobre a neve, mas não contempla os elétricos de passeio.

Por isso, entram na faixa máxima de IPI, que pode chegar hoje a 55%- percentual igual ao cobrado pelos possantes e poluidores utilitários V8 importados.

Executivos ligados ao setor automotivo ouvidos pela Folha afirmam que a presidente Dilma Rousseff deverá anunciar na Rio+20 medidas para estimular a inovação e o desenvolvimento de carros elétricos no país.

Ainda que de fato sejam divulgadas novidades para o setor, não deverão significar a popularização imediata dessa tecnologia, mais cara que os sistemas a combustão dos veículos tradicionais.

“O carro elétrico levará ao menos cinco anos para se popularizar no Brasil”, afirma Jaime Buarque de Holanda, presidente do conselho da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

De acordo com o engenheiro, o primeiro passo será dado pelos modelos híbridos (que usam dois motores, um a combustão e um elétrico, para ajudar a poupar combustível e a reduzir as emissões de gases poluentes).

Somente a partir de 2022 os carros 100% elétricos terão fatia de mercado mais expressiva, acredita a Anfavea (associação das montadoras).

Projeções da ABVE apontam que, em dez anos, quase um quarto dos veículos novos deverão ser movidos por algum tipo de propulsão elétrica.

Carolina Daffara/Editoria de Arte

 

Fonte: Portal Folha